9 de dezembro de 2012

Desabafos de domingo à tarde

Somos todos guerreiros! Merecemos muito. E melhor. Merecemos que a vida nos surpreenda sempre pela positiva.

Merecemos acreditar que o amanhã nos guarda surpresas. Boas surpresas.

Hoje desfiz um nó... o nó da garganta. Ainda que o do peito se mantenha por mais um tempo. Nada como ele.. como tempo. Para nos ajudar a sarar as feridas que ficam de um início bom mas com um final pouco feliz (para mim, pelo menos).

Estou de coração (semi)desfeito. Mas igualmente orgulhosa por ter dado este passo. Que não sei para onde me leva. Provavelmente para lado nenhum. Mas qualquer lugar, mesmo o lugar do vazio, é melhor do que aquele onde me encontro agora.

De volta...

Depois de uns tempos longe daqui estou de volta.
Foram vários os motivos que me mantiveram afastada. O motivo maior, perdeu-se pelo caminho...

Para comemorar o regresso, aqui fica a mensagem do dia:

(retirado algures da net.. já não me lembro de onde)

Abreijos !

16 de setembro de 2012

15 de Setembro: um mal necessário

E defino como "mal" porque me entristece termos de chegar a este ponto. Ao ponto de termos representantes que a única coisa que representam são os seus interesses e não os de quem os elegeu.
Ao ponto de termos de sair às ruas, para lutarmos pelo que é nosso por direito.

Ainda assim.. foi lindo! É lindo juntar-mo-nos em massa, de corpo e alma, sem medos, um pouco por todo o país. E acima (ou apesar) de tudo... pacíficos*. É lindo ver que 1 milhão não desiste de si nem do seu país mesmo quando os ventos sopram contra.
Nós, Portugueses, marcamos a diferença.
Só é pena que quem nos desgoverna não reconheça isso. E, pior, não percebem que fazem parte de nós, do povo! E que merecemos o melhor na mesma medida, muito!... excepto que nos levem a mão ao bolso.
Eu estive lá ontem... e foi exactamente isto que vi:

"‎Há flores oferecidas aos polícias de choque, camisas Ralph Lauren ao lado de rastas até ao rabo, agricultores alentejanos de cajado com miúdos de cabelo à tijela a dormir às cavalitas. Há máscaras dos Anonymous ao lado da bandeira da "izquierda anticapitalista", há avôs e netos em passeio como quem vai ao jardim. Há os à rasca e a Manuela Moura Guedes de braço dado com Piet Hein, há malinhas Burberrys e polos Lacoste e botas das obras e calças sujas de tinta. Unhas pintadas de gel e calos nas mãos. Cheiro a suor, perfume e charros. Há malta de garrafa de cerveja na mão e mulheres de lenço na cabeça. Há carapinhas e nuances loiras à super-tia. Há cruzes negras e bandeiras da monarquia. O povo - todo o povo - saiu mesmo à rua." (Mafalda Anjos)

(pelas ruas de Lisboa)

NOTA: 1 milhão por todo o país! Isto quer dizer alguma coisa, não?


*à excepção das últimas horas, com uns e outros já em estado de descontrolo.. a desperdiçar tomates e a arremessar as pedras da calçada...

10 de setembro de 2012

9 de setembro de 2012

Podia ser de outra maneira... de uma maneira melhor!

Porque às vezes a ficção coincide com a realidade...


"Tomas constatava que a história do grande amor da sua vida não estava marcada por um "es muss ein" (tem que ser), mas antes um "es konnte auch anders sein": podia muito bem ser de outra maneira."

Milan Kundera, "A Insustentável Leveza do Ser"

6 de setembro de 2012

Imperdível !!!

E é apenas isto: Fashion's Night Out Lisboa.

Pouco mais há a acrescentar a não ser que na próxima semana, dia 13 de Setembro, algumas das principais artérias da nossa capital (como Av. da Liberdade e o Chiado) vão ser palco da noite mais fashion do ano.

"O relógio marca 19 horas. Mas, nesta noite, as portas não se fecham: acendem-se luzes néon, afina-se o volume do batimento eletrónico, erguem-se bandejas de morangos e distribuem-se flutes de champanhe (...) Levando o conceito de happy hour(s) a um extremo literal."

E até às 23h podemos fazer comprinhas (ou apenas lavar as vistas, vá) !!!

Saibam tudo aqui  e  aqui.

Divirtam-se! :)

2 de setembro de 2012

metáforas

"Parece que existe no cérebro uma zona perfeitamente específica que poderia chamar-se memória poética e que regista aquilo que nos encantou, aquilo que nos comoveu, aquilo que dá à nossa vida a sua beleza própria.
(...) as metáforas são perigosas. O amor começa com uma metáfora. Ou, por outras palavras, o amor começa no preciso instante em que, com uma das suas palavras, [alguém] se inscreve na nossa memória poética."

(Kundera, in A Insustentável Leveza do Ser)




Nota: E vezes há em que o amor começa com uma metáfora, torna-se numa hipérbole e... termina numa antítese.