7 de janeiro de 2013

O amor é para os parvos!

Encontrei isto e não pude deixar de sorrir... ao mesmo tempo que entristecia por dentro.
Quantas vezes já tivemos de pôr um ponto final numa história? Quantas vezes o colocámos depois de um abraço? Quantas vezes lamentámos não ter tido tempo para esse abraço?

E o amor? Só é mesmo sentido pelos Parvos? Ou mais parvos são aqueles que não o sentem, que o desvalorizam, que o repudiam...?


"Inevitável. A palavra certa é inevitável e lembro-me que foi essa a palavra que me ocorreu enquanto te abraçava e tu me abraçavas a mim. Era forçoso que assim fosse, não porque o quisesses tu ou o desejasse eu. Não porque não te amasse, ou porque não me quisesses tu. Simplesmente tinha de acabar, de uma forma ou de outra e, sendo assim, antes terminasse com um abraço. Mas tinha que acabar. São coisas que não se explicam, ou que, tendo explicação, não podem justificar-se recorrendo às escorreitas equações da lógica. Eu amo-te, tu amas-me; logo: separámo-nos. Tu vais e eu fico. Sofres tu e eu sofro também, porque tem mesmo que ser assim e não podia ser de outra maneira. E, se calhar, tinhas razão – o amor é mesmo para os parvos."
Manuel Jorge Marmelo 
in O Amor é para os parvos

4 comentários:

  1. Acontece sim.E eu também tive essa reacção.Ás vezes também me pergunto...no entanto,acho que prefiro viver e sentir a não viver.Posso ser parva...mas vivo e sou feliz,ou já fui...ou serei um dia.

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  2. E a parvoíce é o "defeito" mais amoroso que existe! :)

    beijinhos,

    http://saladosilenciocorderosa.blogspot.pt/

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